Você vive sua vida — ou a que esperavam de você?
Há um roteiro invisível em quase toda vida. Ele chega antes da consciência: nas expectativas da família, nas escolhas que nunca foram realmente escolhas, nos papéis que você aceitou sem saber que estava aceitando.
A psicanálise não resolve esse roteiro. Ela torna possível vê-lo — e a partir daí, decidir o que fazer com ele.
Saiba mais sobre o trabalho
O que traz as pessoas até aqui
Não há um perfil único. Mas há um tipo de pergunta.
A pessoa que chega para uma análise não está necessariamente em crise aguda. Muitas vezes sofre algo mais silencioso: a sensação de que está vivendo uma vida que funciona — e que ainda assim não é completamente sua. Que repete padrões que reconhece mas não consegue mudar. Que cumpriu as metas — as esperadas, não necessariamente as desejadas.
A psicanálise não começa com uma solução para essa sensação. Começa pela pergunta que você ainda não soube formular.
As duas formas de trabalhar
Sessões individuais
Nosso sintoma raramente é só um problema. Muitas vezes é também uma solução — para algo que ainda não tem outro nome.
O trabalho analítico começa por aí: não em eliminar o que incomoda, mas em entender o que ele organiza. Sessões regulares, em português ou inglês, presencialmente no Porto ou online. Não há protocolo fixo nem número determinado de encontros. O que há é um método — e um espaço onde o que você diz importa de formas que você ainda não sabe.
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Psicanálise em Movimento (em breve)
Uma experiência que une caminhada, filosofia e escuta psicanalítica. O movimento físico como condição para outro tipo de pensamento — aquele que só acontece quando o corpo está em trânsito e a mente, por um momento, larga o controle.
Desenvolvida a partir da experiência clínica e do Caminho de Santiago, esta proposta é para grupos pequenos, em Portugal, Espanha ou Itália.
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Sobre
Sou filósofo, psicanalista e peregrino — não necessariamente nessa ordem.
Doutor em filosofia, com formação em psicanálise, trabalho clinicamente no Porto e online com pacientes no Brasil. Tenho vivido entre o Brasil, o Canadá e Portugal, e essa travessia também informa o trabalho.
Escrevo sobre psicanálise, filosofia e os roteiros que herdamos sem pedir.
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Escritos recentes
Sou responsável — não culpado — pelo meu sintoma
Responsabilizar-se pelo próprio sofrimento não é o mesmo que se culpar por ele. A diferença entre as duas posições não é moral — é clínica.
Sintoma: erro ou solução?
Na psicanálise, o sintoma não é apenas falha — é resposta. Às vezes, a melhor resposta possível para aquilo que ainda não tem outro nome.
O que termina numa análise (e o que não)
Freud dedicou um ensaio inteiro à questão — e não deu uma resposta simples. O fim da análise diz algo sobre os limites do próprio método.
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